Tuesday, April 10, 2007

Tarde de sábado

Tarde de sábado

É engraçado. Meio esquisito. Chega a ser chato! São quatro e vinte da tarde de um sábado (vinte e seis de agosto de dois mil e seis) e estou no shopping benfica esperando uma amiga (vou fazer um favor para ela), e estou observando o movimento da praça de alimentação, pois mais uma vez ela se atrasou comigo e ainda nem ao menos saiu de casa. Até agora, o que me chamou mais atenção foi uma jovem dançando naquelas máquinas de dança, vestindo uma blusa social masculina preta e uma capri colado ao corpo (meio “patty”, meio gótico – por mais estranho que pareça!). O que se passa na cabeça dela? Está tentando inventar um novo estilo? Quer protestar algo? sei lá! Talvez seja só eu que ando reparando demais nos outros. Aqui Há muitos casais conversando, se beijando, lanchando; há amigas conversando, pessoas sozinhas, talvez, como eu, esperando alguém que está atrasado...
Todas essas têm uma vida, conceitos, concepções, ideais (nem todos, isso não é pra todo brasileiro), objetivos (nem isso, exceto os roqueiros – brincadeira!), metas, salvo os adolescentes desocupados que não têm mais o que fazer além de ir ao shopping dar voltas com os amigos num sábado à tarde (outra brincadeira!), mas o que realmente me chamou atenção, durante esses vinte minutos desde que comecei esse texto foi um jovem, que está em uma das mesas da praça de alimentação sozinho e escrevendo algo. queria saber o que está escrevendo. será um drama, ação, relatório contratual de uma multinacional, uma carta de amor? Vou quebrar o suspense e dar uma de narrador onisciente, contando o que este rapaz (belo rapaz, é sério!) está escrevendo: este texto que você está lendo. É isso mesmo! Não é incrível? Existem várias coisas para se está fazendo, mas o que ele resolveu fazer ali e naquele momento foi entreter-se. É, entretenimento é o que é mais procurado num sábado à tarde. E o resto é com você. A folha acabou!

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