Comentário sobre a parábola do bom samaritano
Comentário sobre a parábola do bom samaritano 
Eu estava assistindo ao DVD do Diante do Trono – Por amor de ti, oh Brasil e no meio da apresentação o pastor Márcio Valadão entra lendo uma passagem em Isaías 62, trocando o nome Sião por Brasil. Ele fala sobre restauração, sobre cura espiritual para o nosso país e acaba fazendo um comparação com a parábola do bom samaritano. Nesta hora, Deus fala profundamente ao meu coração; não tem muito a ver com o contexto que o Pr. Márcio tratava, mas foi algo lindo que o Senhor falava pra mim.
A passagem está em Lucas 10: 25-37. E como a Palavra registra, Jesus conta que o samaritano foi a única das três pessoas que parou para socorrer o moribundo ao passar por ele. Este foi espancado e seus pertences foram levados por assaltantes quando estava no caminho entre Jericó e Jerusalém, esta era sua cidade de partida, aquele, de chegada. As pessoas quando vêm de Jerusalém significa dizer que estavam lá para adorar a Deus. Para os samaritanos era no monte Gerizim o local de culto a Deus. E esta diferença era o princípio da discórdia que havia entre judeus e samaritanos, que tem como ponto de partida a revolta que houve durante o reinado de Roboão, filho de Salomão; a sua imprudência e imaturidade causou essa revolta no povo ( ver I Reis 12). Desde então houve divisão no Reino de Israel: Reino de Judá e Reino de Israel. Para evitar que os israelitas fossem a Jerusalém para adorar a Deus e assim fossem persuadidos pelos Judeus a se voltarem contra o rei Jeroboão, agora Rei em Israel após a divisão enquanto Roboão reinava em Judá, Jeroboão fez com que o povo oferecesse sacrifícios a Deus nos montes da terra de Efraim. Isto para Deus foi um pecado ( ler I Reis 12:25-33). Depois, no reinado de Onri em Israel, foi comprado de um homem chamdo Sêmer uma colina que se chamou de Samaria devido ao nome do antigo proprietário, que posteriormente passou a ser o local de culto a Deus pelo Israelitas (no monte Gerizim, em Samaria. O mesmo monte que Deus instituiu para Israel laçar bênção no livro Deuteronômio no capítulo 28). Os judeus não aprovaram esta nova idéia, nem Deus.
A revolta no Reinado de Roboão e a instituição de se adorar a Deus no monte em Samaria era o motivo da rivalidade entre judeus e samaritanos. Roboão e a parábola do bom samaritano diferem de 900 anos.
Na época em que Jeroboão instituiu os montes como local de adoração, Deus não se agradou nem um pouco, pois além de não ser algo sincero o Senhor havia determinado que receberia os sacrifícios do povo que fossem sacrificados no templo em jerusalém, pois de Judá viria a salvação ( ver João 4:22). Mas com o passar do tempo, isto não fazia tanta diferença para Deus, pois nem mesmo no templo o povo oferecia sacrifícios sinceros a Deus (ver Malaquias 1:6-14).
Na parábola do bom samaritano dois judeus, um sacerdote e um levita, cruzam com a vítima do assalto, que estava quase a morrer, e com um atitude de indiferença não param para socorrê-lo, antes passam “pelo outro lado” (Lucas 10:30). Um sacerdote era a pessoa que tinha como função administrar e cuidar das coisas do templo, além de receber os sacrifícios (cordeiro, cabra, pombo, bolo, etc) do povo e oferece-los a Deus. Ele era o intercessor do povo perante o Senhor; o mediador. Esta função foi determinado por Deus na época de Moisés, assim como o levita, que era a pessoa responsável por ministrar o louvor a Deus no templo e nas festas judaicas. Os levitas não tinham cidade, nem trabalhavam por conta própria, assim como os sacerdotes; estes sobreviviam com as ofertas ao templo e os levitas andavam de cidade em cidade, de casa em casa. Como se vê, sacerdotes e levitas eram (pelo menos deviam ser) pessoas próximas de Deus, que falavam por Deus e expressavam Deus. Mas o que eles fizeram com o moribundo, expressou algo de Deus? De jeito nenhum!
Os samaritanos eram pessoas consideradas pelos judeus como hereges, filhos do pecado de Jeroboão; que não tinham comunhão com Deus e que não mereciam amizade.Os Judeus criam que eles eram os únicos que eram “de Deus”, que agradavam ao Senhor e que praticavam a lei integralmente. Estavam cegos. Eles não viam que na verdade os samaritanos não eram os únicos pecadores e que haviam se desviado da justiça de Deus, mas perante Deus os judeus estavam na mesma situação.
Como se vê nos quatro evangelhos, Jesus é especialista em quebrar tabus e paradigmas. Nessa sua parábola, ele poderia ter dito que a pessoa que socorrera o ferido era um homem qualquer; mas não. Além de querer dar uma lição sobre caridade às pessoas que estavam ouvindo, Jesus queria dar uma outra lição, ao mesmo tempo, aos sacerdotes e levitas judeus, fazendo questão de dizer que o caridoso era um samaritano, um herege, um pecador desde 900 anos atrás, e que o moribundo era um judeu. Jesus mostra que aqueles que querem se justificar através de atitudes legalistas e práticas religiosas não há peso algum no trato de agradar a Deus, mas os que não buscam se justificar, todavia, mostra sentir-se igual a qualquer um perante Deus, este alcança justiça.
Observe que Jesus falou essa parábola após um “mestre da lei” fazer-lhe uma pergunta sobre vida eterna (Lucas 10:25): “ o que preciso fazer para herdar a vida eterna?” Não sei quanto a você, mas eu detesto quando alguém chega pra gente com uma pergunta, mas na verdade ela quer fazer outra e percebemos isto. Às vezes dá vontade de perguntar logo: “onde é que você quer chegar?” O mestre da lei estava fazendo aquilo. Jesus, sabendo disto, responde com outra pergunta: “ah, o que você leu na lei? O que ela diz sobre isso?” Então ele responde:
“Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todas as suas forças e de todo o seu entendimento e ame o seu próximo como a si mesmo.” Lucas 10:27
(ver também Levítico 19.18). Isto respondeu a pergunta do homem? Não! Então ele diz: “quem é o meu próximo?”
Aha! Jesus ama estas horas; esses momentos de quebrar paradigmas o Mestre aproveita muito bem. Bem, agora Jesus conta a parábola que sabemos de cor e no fim ele se vira para o homem e pergunta: “qual destes três você acha que foi o próximo do que caiu nas mãos dos salteadores? E ele responde: “Aquele que teve misericórdia dele” (Lucas 10:36,37). Olha só, ele não teve nem a coragem de dizer o nome ‘samaritano’! que estúpido! (oh, quantas vezes eu não ajo assim...). Aquilo foi o mesmo que Jesus dizer: “olha, judeu, o teu próximo é o samaritano, portanto, ame-o; Samaritanos, os próximos de você são os judeus, ame-os!
Nossa! Parei pra imaginar agora quantas pessoas estão vivendo apenas uma religião, em legalismos num mundo de regras e essas coisas não fazem a menor diferença para Deus se seus corações estão fechados ao ‘amor a Deus’ e ao ‘amor ao próximo’.
Os sacerdotes e levitas da parábola dos dias de hoje são pastores, padres, missionários, bispos, rabis ou irmãos que vão à igreja assiduamente que são ligeiros para acusar hereges, chicotear com a língua os ‘pequenos’ e tardios para amar de verdade, segundo Lucas 10.27.
Antigamente eram judeus e samaritanos, hoje são judeus, protestantes e católicos. Frente a este contexto eu me perguntei: o ‘bom samaritano’ vai pro céu, a pesar de ele continuar a adorar nos montes? Os ‘judeus’ vão para o céu, só pelo fato de “fazerem a vontade de Deus” adorando apenas no templo em Jerusalém? Nossas práticas religiosas não fazem diferença para Deus se amarmos a Ele e ao próximo segundo Lucas 10.27:
“AME o Senhor, seu Deus, de TODO o seu coração, de TODA a sua alma, de TODAS as sua forças e de TODO o seu entendimento e AME o seu próximo como a SI mesmo.”
Vagner Henrique L. Bessa

Eu estava assistindo ao DVD do Diante do Trono – Por amor de ti, oh Brasil e no meio da apresentação o pastor Márcio Valadão entra lendo uma passagem em Isaías 62, trocando o nome Sião por Brasil. Ele fala sobre restauração, sobre cura espiritual para o nosso país e acaba fazendo um comparação com a parábola do bom samaritano. Nesta hora, Deus fala profundamente ao meu coração; não tem muito a ver com o contexto que o Pr. Márcio tratava, mas foi algo lindo que o Senhor falava pra mim.
A passagem está em Lucas 10: 25-37. E como a Palavra registra, Jesus conta que o samaritano foi a única das três pessoas que parou para socorrer o moribundo ao passar por ele. Este foi espancado e seus pertences foram levados por assaltantes quando estava no caminho entre Jericó e Jerusalém, esta era sua cidade de partida, aquele, de chegada. As pessoas quando vêm de Jerusalém significa dizer que estavam lá para adorar a Deus. Para os samaritanos era no monte Gerizim o local de culto a Deus. E esta diferença era o princípio da discórdia que havia entre judeus e samaritanos, que tem como ponto de partida a revolta que houve durante o reinado de Roboão, filho de Salomão; a sua imprudência e imaturidade causou essa revolta no povo ( ver I Reis 12). Desde então houve divisão no Reino de Israel: Reino de Judá e Reino de Israel. Para evitar que os israelitas fossem a Jerusalém para adorar a Deus e assim fossem persuadidos pelos Judeus a se voltarem contra o rei Jeroboão, agora Rei em Israel após a divisão enquanto Roboão reinava em Judá, Jeroboão fez com que o povo oferecesse sacrifícios a Deus nos montes da terra de Efraim. Isto para Deus foi um pecado ( ler I Reis 12:25-33). Depois, no reinado de Onri em Israel, foi comprado de um homem chamdo Sêmer uma colina que se chamou de Samaria devido ao nome do antigo proprietário, que posteriormente passou a ser o local de culto a Deus pelo Israelitas (no monte Gerizim, em Samaria. O mesmo monte que Deus instituiu para Israel laçar bênção no livro Deuteronômio no capítulo 28). Os judeus não aprovaram esta nova idéia, nem Deus.
A revolta no Reinado de Roboão e a instituição de se adorar a Deus no monte em Samaria era o motivo da rivalidade entre judeus e samaritanos. Roboão e a parábola do bom samaritano diferem de 900 anos.
Na época em que Jeroboão instituiu os montes como local de adoração, Deus não se agradou nem um pouco, pois além de não ser algo sincero o Senhor havia determinado que receberia os sacrifícios do povo que fossem sacrificados no templo em jerusalém, pois de Judá viria a salvação ( ver João 4:22). Mas com o passar do tempo, isto não fazia tanta diferença para Deus, pois nem mesmo no templo o povo oferecia sacrifícios sinceros a Deus (ver Malaquias 1:6-14).
Na parábola do bom samaritano dois judeus, um sacerdote e um levita, cruzam com a vítima do assalto, que estava quase a morrer, e com um atitude de indiferença não param para socorrê-lo, antes passam “pelo outro lado” (Lucas 10:30). Um sacerdote era a pessoa que tinha como função administrar e cuidar das coisas do templo, além de receber os sacrifícios (cordeiro, cabra, pombo, bolo, etc) do povo e oferece-los a Deus. Ele era o intercessor do povo perante o Senhor; o mediador. Esta função foi determinado por Deus na época de Moisés, assim como o levita, que era a pessoa responsável por ministrar o louvor a Deus no templo e nas festas judaicas. Os levitas não tinham cidade, nem trabalhavam por conta própria, assim como os sacerdotes; estes sobreviviam com as ofertas ao templo e os levitas andavam de cidade em cidade, de casa em casa. Como se vê, sacerdotes e levitas eram (pelo menos deviam ser) pessoas próximas de Deus, que falavam por Deus e expressavam Deus. Mas o que eles fizeram com o moribundo, expressou algo de Deus? De jeito nenhum!
Os samaritanos eram pessoas consideradas pelos judeus como hereges, filhos do pecado de Jeroboão; que não tinham comunhão com Deus e que não mereciam amizade.Os Judeus criam que eles eram os únicos que eram “de Deus”, que agradavam ao Senhor e que praticavam a lei integralmente. Estavam cegos. Eles não viam que na verdade os samaritanos não eram os únicos pecadores e que haviam se desviado da justiça de Deus, mas perante Deus os judeus estavam na mesma situação.
Como se vê nos quatro evangelhos, Jesus é especialista em quebrar tabus e paradigmas. Nessa sua parábola, ele poderia ter dito que a pessoa que socorrera o ferido era um homem qualquer; mas não. Além de querer dar uma lição sobre caridade às pessoas que estavam ouvindo, Jesus queria dar uma outra lição, ao mesmo tempo, aos sacerdotes e levitas judeus, fazendo questão de dizer que o caridoso era um samaritano, um herege, um pecador desde 900 anos atrás, e que o moribundo era um judeu. Jesus mostra que aqueles que querem se justificar através de atitudes legalistas e práticas religiosas não há peso algum no trato de agradar a Deus, mas os que não buscam se justificar, todavia, mostra sentir-se igual a qualquer um perante Deus, este alcança justiça.
Observe que Jesus falou essa parábola após um “mestre da lei” fazer-lhe uma pergunta sobre vida eterna (Lucas 10:25): “ o que preciso fazer para herdar a vida eterna?” Não sei quanto a você, mas eu detesto quando alguém chega pra gente com uma pergunta, mas na verdade ela quer fazer outra e percebemos isto. Às vezes dá vontade de perguntar logo: “onde é que você quer chegar?” O mestre da lei estava fazendo aquilo. Jesus, sabendo disto, responde com outra pergunta: “ah, o que você leu na lei? O que ela diz sobre isso?” Então ele responde:
“Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todas as suas forças e de todo o seu entendimento e ame o seu próximo como a si mesmo.” Lucas 10:27
(ver também Levítico 19.18). Isto respondeu a pergunta do homem? Não! Então ele diz: “quem é o meu próximo?”
Aha! Jesus ama estas horas; esses momentos de quebrar paradigmas o Mestre aproveita muito bem. Bem, agora Jesus conta a parábola que sabemos de cor e no fim ele se vira para o homem e pergunta: “qual destes três você acha que foi o próximo do que caiu nas mãos dos salteadores? E ele responde: “Aquele que teve misericórdia dele” (Lucas 10:36,37). Olha só, ele não teve nem a coragem de dizer o nome ‘samaritano’! que estúpido! (oh, quantas vezes eu não ajo assim...). Aquilo foi o mesmo que Jesus dizer: “olha, judeu, o teu próximo é o samaritano, portanto, ame-o; Samaritanos, os próximos de você são os judeus, ame-os!
Nossa! Parei pra imaginar agora quantas pessoas estão vivendo apenas uma religião, em legalismos num mundo de regras e essas coisas não fazem a menor diferença para Deus se seus corações estão fechados ao ‘amor a Deus’ e ao ‘amor ao próximo’.
Os sacerdotes e levitas da parábola dos dias de hoje são pastores, padres, missionários, bispos, rabis ou irmãos que vão à igreja assiduamente que são ligeiros para acusar hereges, chicotear com a língua os ‘pequenos’ e tardios para amar de verdade, segundo Lucas 10.27.
Antigamente eram judeus e samaritanos, hoje são judeus, protestantes e católicos. Frente a este contexto eu me perguntei: o ‘bom samaritano’ vai pro céu, a pesar de ele continuar a adorar nos montes? Os ‘judeus’ vão para o céu, só pelo fato de “fazerem a vontade de Deus” adorando apenas no templo em Jerusalém? Nossas práticas religiosas não fazem diferença para Deus se amarmos a Ele e ao próximo segundo Lucas 10.27:
“AME o Senhor, seu Deus, de TODO o seu coração, de TODA a sua alma, de TODAS as sua forças e de TODO o seu entendimento e AME o seu próximo como a SI mesmo.”
Vagner Henrique L. Bessa
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